O fantástico mundo de Amanita Muscaria

Amanita muscaria na bicicletaNos meses em que vivi na Finlândia, tive a oportunidade de colher alguns cogumelos Amanita Muscaria, aqueles famosos de chapéu vermelho com manchas brancas (belíssimos cogumelos, por sinal). Eu já havia ouvido falar dos efeitos alucinógenos deste cogumelo e também que ele poderia ser muito perigoso, então perguntei para alguns finlandeses o que eles achavam e eles me aconselharam a ficar longe destes fungos, pois certamente morreria se os experimentasse. De certa forma, isso me interessou mais ainda.

Sol e amanita muscaria Depois de algumas pesquisas, descobri que o Amanita Muscaria é na verdade fruto de grande mistificação, pois mesmo em alguns dicionários de cogumelos ele é tratado como sendo mortalmente tóxico, mas em publicações científicas importantes, pesquisadores alegam que se trata de um cogumelo levemente e não mortalmente tóxico, e que não há fontes precisas de que o cogumelo tenha causado qualquer morte por intoxicação na história. Além disso, um dos artigos [1] fornece um método seguro para desintoxicação do cogumelo, tornando-o apropriado para ser apreciado na culinária – posso garantir que ele é delicioso com azeite de oliva (a Bruna escreveu em seu blog sobre a ótima experiência culinária que tivemos com ele). O método de desintoxicação consiste simplesmente em ferver o cogumelo na água por tempo suficiente para diluir o ácido ibotênico e o muscimol (os componentes tóxicos e psicoativos) e depois descartar esta água. Existe sim um cogumelo do gênero Amanita (Amanita Alphaloide), que é mortalmente tóxico: sua cor é branco-esverdeada (jamais seria confundido com o vermelho Amanita Muscaria) e essa espécie sozinha é a maior causadora de mortes por intoxicação de cogumelos no mundo.

Mas mesmo quando o princípio ativo do Amanita Muscaria é deliberadamente encarado (para os curiosos que se arriscam a cruzar as fronteiras da mente), com o devido preparo de desidratação do cogumelo, o que se tem é uma experiência no máximo imprevisível: com um ou dois cogumelos, é possível que não haja qualquer efeito, mas com um pouco mais pode se ter uma média ou avassaladora experiência alucinógena. Isso ocorre pois a dosagem dessa espécie é muito difícil de ser controlada, uma vez que cada cogumelo pode ter diferentes concentrações dos princípios ativos de acordo com a estação, a qualidade do solo, o tempo de exposição ao sol e a temperatura ambiente.

O uso alucinógeno deste cogumelo em rituais religiosos foi de grande importância para antigos povos do norte, tendo sido utilizado por xamans da Sibéria há milhares de anos. Há relatos de que os siberianos e o povo Sami na Finlândia possuem uma prática muito curiosa de consumir o princípio ativo do Amanita Muscaria através da urina das renas por eles criadas, já que o organismo das renas converte toda a substância nociva ao corpo humano (ácido ibotênico) na substância responsável pelas alucinações (muscimol), tornando o cogumelo ainda mais potente para as experiências xamânicas.

Super Mario amanita As referências ao Amanita Muscaria são diversas na cultura popular, sejam nos desenhos e histórias infantis como Alice no País das Maravilhas, Branca de Neve e os Sete Anões, Smurphs, ou jogos de videogame como a série Super Mario Bros. Mas talvez a faceta mais peculiar do Amanita Muscaria sejam as inúmeras hipóteses que conectam este cogumelo ao simbolismo do natal (ou do solstício de inverno), e ainda mais polêmicas, as teses de alguns autores como Robert Gordon Wasson e John Allegro que identificam o uso deste cogumelo como elemento essencial na origem de tradições religiosas como o hinduísmo e o cristianismo. Gostaria de apresentar aqui algumas dessas hipóteses e teorias, que apesar de terem um teor especulativo, são baseadas em estudos sérios. Mas lembro que se tratam de teorias, e que não está ao meu alcance dizer se são verdadeiras ou falsas, mas nem por isso deixam de ser muito interessantes no contexto das histórias alternativas da religião.

O natal psicoativo dos nórdicos

Talvez nem todas as pessoas se perguntam sobre as causas históricas do simbolismo de natal. Sem dúvida o ponto mais óbvio sobre a origem destes símbolos é que eles pertencem ao contexto das terras frias do norte (em especial Rússia e Escandinávia), onde antes de ter sido convertido em festividade cristã, o natal era celebrado como o solstício de inverno, que ocorre normalmente no dia 21 de dezembro. Pinheiros são as únicas árvores que se mantém verdes em meio à neve do rígido inverno da Rússia e da Escandinávia e provavelmente por esse motivo foram escolhidos como as árvores de natal. Ironicamente, em terras onde não há neve e em que a mitologia natalina está totalmente afastada da realidade local (como no Brasil), os pinheiros de natal são normalmente decorados com pedaços de algodão para que pareçam estarem expostos à neve. A troca de presentes e a figura de Papai Noel são normalmente associados ao russo São Nicolau, apesar do antropólogo Lévi-Strauss [2] ter encontrado um grande número de outras referências pagãs para este personagem em diferentes sociedades tribais. Mas quanto a deixar presentes debaixo dos pinheiros de natal, e decorar estes pinheiros com bolas vermelhas, há autores [3] que veem no cogumelo Amanita muscaria uma possível explicação para a tradição.

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Um fato curioso sobre o Amanita muscaria, é que ele cresce quase que exclusivamente debaixo dos pinheiros. O Amanita muscaria é de fato uma espécie simbiótica, sua rede de esporos só se multiplica na presença das raízes dos pinheiros ou das bétulas. Tendo em vista a associação exclusiva entre os pinheiros e os cogumelos que crescem em suas raízes, os presentes que são deixados debaixo das árvores de natal podem ser uma referência ao lugar de desenvolvimento destes cogumelos, que eram utilizados nos rituais religiosos destes mesmos povos nórdicos de onde se originaram os símbolos de natal. As renas foram animais muito importantes para o desenvolvimento desses povos, na alimentação, no transporte e mesmo nos rituais religiosos. Acabaram sendo também incorporadas como símbolo de natal, as renas voadoras que transportam São Nicolau para que entregue seus presentes na noite de natal. Os duendes, ajudantes de São Nicolau, provavelmente são uma referência ao povo nativo Sami na Finlândia, que em suas vestes coloridas e em suas cabanas de madeira preservam um modo de vida milenar na Lapônia, região finlandesa que mantém a “residência oficial do Papai Noel”, que possui um endereço de correio que recebe todo natal incontáveis cartas de crianças de todo mundo que acreditam estar se correspondendo com o verdadeiro Papai Noel. As cores associadas ao natal são notavelmente o vermelho e o branco do Amanita muscaria, que coincidem com o o vermelho e o branco da Coca-cola, empresa responsável por ter desenvolvido no século XX a imagem moderna do Papai Noel e do natal que todos conhecem.

Religião e plantas enteógenas: uma longa história

Os antropólogos conhecem muito bem a ligação das religiões tribais com as plantas enteógenas (assim chamadas por serem vistas como capazes de causar a gênesis dos deuses). Todas as sociedades tribais possuíam figuras ou personificações religiosas – os deuses – e rituais de comunicação com esses deuses intermediados por estas plantas. Estas plantas, que na verdade são drogas alteradoras de percepção, foram diversas, por exemplo Na América do Norte o Peyote, o Mescal e os cogumelos com Psilocibina, na América do Sul o Ayahuasca e na Europa os cogumelos Amanita Muscaria.

Em uma determinada etapa da história, algumas sociedades ditas primitivas já haviam desenvolvido ferramentas básicas, e eram capazes de dominar técnicas de agricultura, mas a natureza ainda não era totalmente controlada e a fertilidade das plantações permanecia um mistério a ser negociado com os deuses. As condições climáticas eram cruciais para garantir a manutenção da colheita e da pecuária, era então essencial pedir ajuda aos deuses através de rituais de fertilidade que consistiam em danças, sacrifícios, oferendas, marcadas por intensas festas e transes, em geral impulsionadas por drogas ou substâncias alucinógenas.

amanitaKNOWLEDGE Como dito, essa ligação entre as drogas e a experiência religiosa é bem documentada e conhecida no caso de religiões de povos tribais, mas as religiões ocidentais, por sua vez, não incluem o uso de tais substâncias em seus rituais. Convém perguntar, quais foram os elementos históricos que diferenciaram o judaísmo e o cristianismo das outras tradições religiosas tribais, ao terem tornado tabu todas as “ervas de comunicação divina”. Uma possível resposta, vinda de um seguidor destas religiões, seria que uma vez que a palavra divina foi revelada e redigida nos textos sagrados, nenhuma planta seria necessária para prosseguir com a comunicação divina. Mas ainda resta a pergunta, de como exatamente a palavra teria sido revelada, e se não haveria tido qualquer influência de plantas enteógenas neste processo de revelação das escrituras. Não deixa de ser interessante notar que alguns teólogos defendem que as escrituras religiosas foram reveladas à Moiśes ou Maomé quando estes se encontravam em estado de transe.

As teses de John Allegro e Robert Gordon Wasson

Segundo John Allegro, na verdade o judaísmo e o cristianismo também teriam se originado de rituais de fertilidade e os sacramentos religiosos destas tradições em sua origem estavam associados ao uso de plantas alucinógenas.

Allegro foi estudante de linguagens semitas na Universidade de Manchester e estudou dialetos hebraicos na Universidade de Oxford. Em 1953 ele foi admitido ao seleto grupo de especialistas em filologia, linguística e arqueologia que estavam decifrando os manuscritos do mar morto encontrados em 1947 – estes manuscritos são atualmente tidos como a versão mais antiga dos textos bíblicos. Neste período, Allegro era um dos mais respeitados acadêmicos em sua área, que ficou conhecido ao publicar o best-seller “The Dead Sea Scrolls” em 1956. Após algum tempo, frustrado com a falta de interesse da comunidade acadêmica em publicar e discutir as descobertas dos manuscritos do mar morto, em 1967 John Allegro concluiu seu trabalho mais radical, o livro com o título “The Sacred Mushroom and the Cross” (O cogumelo sagrado e a cruz), que foi rapidamente rejeitado por confrontar a interpretação corrente do cristianismo.

YoJesusOfTheMushroomsA tese de John Allegro [4] é de fato controversa: o judaísmo e o cristianismo estariam enraizados à antigos cultos de fertilidade que existiam em diversas partes do oriente, cultos fálicos* celebrados através do cogumelo Amanita Muscaria, por suas propriedades alucinógenas, capazes de abrir as portas para os reinos dos céus. O cogumelo, sendo visto como a presença viva de Deus na terra, o filho de Deus, teria se tornado objeto de diversos cultos religiosos. Os cristãos seriam parte de um desses cultos, que para escapar da repressão romana e judaica, desenvolveram uma narrativa em forma de criptogramas (códigos secretos) usando a história de Jesus para transmitir suas práticas de forma oculta. Aos poucos, os segredos que motivaram a narrativa se perderiam e uma igreja romana triunfante seria fundada no lugar.

O livro de Allegro é de difícil leitura para leigos, por defender suas teses através das raízes linguísticas de diversas palavras encontradas nos textos bíblicos. É dito [5] que mesmo seus críticos mais severos rejeitaram a tese de Allegro principalmente por parecer ridícula, improvável ou herética, mas nenhum deles possuía o conhecimento de Allegro nos idiomas sumério, hebraico, grego e latim para confrontar ponto-a-ponto a tese do autor.

O trabalho de Robert Gordon Wasson [6] trilha um caminho parecido, propondo que a base experimental de todas as religiões está no uso de plantas sagradas como o Amanita muscaria e a Psilocibina mexicana. Em seu livro “Soma: Divine Mushroom of Immortality (1968)”, ele defende que o Soma, a bebida sagrada mencionada inúmeras vezes no livro Rig Veda (o livro de mantras mais antigo do hinduísmo) era produzida a partir do cogumelo Amanita Muscaria. Dentre os argumentos que Wasson utiliza, um deles diz respeito a um trecho do Rig Veda que associa a bebida Soma com urina, da mesma forma como os siberianos bebiam urina para melhor aproveitar os princípios ativos do Amanita muscaria.

As teses de Wasson foram desenvolvidas em três etapas, uma progressão refletida nos livros que ele produziu. Primeiro, a descoberda dos cultos ao uso de cogumelos na América central, em seguida a identificação do cogumelo psicoativo Amanita Muscaria com o Soma dos Vedas, e em terceiro a descrição da bebida sagrada dos mistérios eulesianos, o kykeon, como uma mistura psicoativa. Em cada uma dessas estapas, Wasson trabalhou com especialistas renomados como Albert Hoffman (o químico suíço sintetizou o LSD) ou o botanista Richard Evans Schultes, professor de biologia e diretor do Museu de Botânica de Harvard.
O trabalho de Wasson foi sem dúvida melhor aceito que o de Allegro, apesar de Wasson ter sido banqueiro e jornalista, e estudioso de tradições religiosas apenas como amador.

Os estudos científicos com cogumelos

Considerando as teses que conectam as tradições religiosas com o uso de cogumelos ou plantas alucinógenas, um estudo muito importante nessa direção foi realizado em 2006 pelo instituto de medicina da Universidade John Hopkins [7].

Nesse estudo, trinta voluntários, saudáveis e de meia-idade, foram aleatoriamente divididos em dois grupos, o primeiro grupo recebeu doses do cogumelo psilocibina, o segundo grupo recebeu apenas um placebo (Ritalina).
60% dos que experimentaram o cogumelo relataram ter tido uma experiência espiritual completa. Deste mesmo grupo, 33% dos participantes indicaram que esta foi a experiência espiritual mais significante de suas vidas. Por fim, 79% dos voluntários que experimentaram o cogumelo indicaram que o sentimento de bem-estar e de satisfação na vida havia melhorado muito nas semanas seguintes ao experimento, enquanto apenas 21% dos que tomaram o placebo relataram estas melhorias.

Ao modelar o experimento, os pesquisadores tomaram cuidado com os possíveis efeitos colaterais e a influência da expectativa dos participantes em tomar a psilocibina ou o placebo. Os participantes não foram informados sobre quais substâncias eles tomariam até que o experimento fosse finalizado. Esse não foi o primeiro estudo sobre os efeitos da psilocibina, mas é tido como o primeiro estudo modelado rigorosamente para ser considerado sério nas comunidades de pesquisa em psicologia e neurociência.

O que as conclusões de um estudo como esse indicam? Se estas experiências místicas podem ser simuladas em laboratório com uso de substâncias psicoativas, há de fato uma confirmação científica para uma hipótese antiga, que conecta as experiências místicas com o uso de plantas alucinógenas. Isso quer dizer que a experiência religiosa se originaria da alucinação, e o sentimento de contato com Deus ou conexão com o cosmos seria na verdade impulsionado por uma complexa modalidade de conexões neurais, assim como o sentimento de felicidade é normalmente associada com o neurotransmissor serotonina? Não necessariamente, esta é apenas uma hipótese, incapaz de ser provada. Os próprios pesquisadores envolvidos no estudo foram cautelosos em alertar que não fazia parte de suas metas discutir a existência ou não existência de Deus com o experimento, mas apenas avançar na compreensão das características neurológicas e psicológicas das experiências religiosas. É inegável que diversas hipóteses podem ser desenvolvidas a partir das conclusões desse estudo, mas no estado atual das pesquisas neurológicas, as perguntas essenciais continuam sem resposta.

Considerações finais

Neste artigo, eu parti da experiência do meu encontro pessoal com os cogumelos Amanita muscaria, e das fantásticas ligações dele com a mitologia e a religião. A partir do reencontro com um velho conhecido de vista dos tempos de jogos de videogame e de contos infantis, tive a oportunidade de conhecer um novo horizonte de interpretações do fenômeno religioso e mitológico – mesmo sem ter tido qualquer experiência alucinógena com o Amanita muscaria, o simples encontro com ele foi capaz de modificar algum dos meus circuitos cerebrais, inserindo uma gama de possibilidades antes desconhecidas. Espero que com esse artigo eu tenha sido capaz de modificar também outros circuitos cerebrais, no sentido de fazer perguntas sobre as histórias que nos contam sobre as coisas e de buscar interpretações e questionamentos que vão além dos lugares comuns.

Referências

[1] RUBEL, Willian; ARORA David. A Study of Cultural Bias in Field Guide Determinations of Mushroom Edibility Using the Iconic Mushroom, Amanita muscaria, as an Example. Disponível em www.davidarora.com/uploads/muscaria_revised.pdf

[2] LÉVI-STRAUSS, Claude. O suplício de Papai Noel. Tradução: Denise Bottmann. São Paulo: Cosac Naify, 2008

[3] OTT, J. (1976). Hallucinogenic Plants of North America. Berkeley, CA: Wingbow Press. ISBN 0-914728-15-6.

[4] ALLEGRO, John. The Sacred Mushroom and the Cross.

[5] WATTIAUX, Vincent. The John Allegro Affair: Some Etymological Observations.

[6] WASSON, R Gordon. Soma: Divine Mushroom of Immortality.

[7] HOPKINS SCIENTISTS SHOW HALLUCINOGEN IN MUSHROOMS CREATES UNIVERSAL “MYSTICAL” EXPERIENCE – http://www.hopkinsmedicine.org/press_releases/2006/07_11_06.html

[8] Metahistory – http://www.metahistory.org/LEX/lexicon_W.php

[9] When Gods drank Urine http://www.takeourword.com/urine.html

[10] Academic Suicide – http://www.wouterjhanegraaff.blogspot.nl/2012/09/missed-opportunities.html

Notas

* Culto fálico ou Falicismo é o culto ao falo ou lingan (pênis), e ao yoni (vulva). O termo falo deriva do grego phallós que é a representação do órgão sexual masculino como símbolo de fertilidade e força. Fonte: http://fproibido.blogspot.fr/2009/07/culto-falico.html

One thought on “O fantástico mundo de Amanita Muscaria”

  1. Cara,simplesmente Incrivel teu relato,texto .. eu ja havia visto esta historia de alucinogenos em rituais religiosos e tambem acredito na possibilidade do cristianismo ter sido “fundado”apartir disso.
    Afinal,os hormonios liberados quando ingerimos cogumelos (nao sei se sao em todos os tipos) sao os mesmos que sao liberados nas “experiencias de quase morte”no qual as pessoas dizem que quase morreram,viram um caminho que parecia o ceu.
    Este mesmo contato com Deus que voce falou no texto. Entao creio eu que o cristianismo pode ter sido por consequencia dessa transe de moises/maomé mesmo,que tudo nao passou de uma viagem dele .
    Maasss isso e a minha opniao tambem ne cara,nao querendo afirmar nada aqui,so vim expor meu ponto de vista e parabeniza-lo pelo excelente post !!

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